Artigo argumenta a favor do extermínio da língua alemã no Brasil durante a II Guerra Mundial
Orlando de Souza - 10/07/2009 17:39:49
19 de junho de 2009. | N° 438Alerta
ARTIGO
Língua alemã, por Orlando de Souza*
Li esses dias que uma moça faz em sua tese de mestrado o tema “Perseguição aos alemães durante a guerra, devido à língua”. Quando menino, estudava no Colégio Marista de Jaraguá do Sul e quase todos os meus colegas eram descendentes de alemães. Todos falávamos bom português. Os imigrantes alemães, que vieram para cá por volta de 1850, teriam, portanto, quando iniciou a guerra, em 1942, 92 anos. Praticamente não havia mais aqui alemães que haviam imigrado para cá.
Todos tinham escolas brasileiras para estudar. Os que aqui nasceram deveriam falar a língua pátria. Quem não quisesse, poderia ir falar na Alemanha livremente. Poderiam todos ir, não nos fariam falta nenhuma. Brasil, ame-o ou deixe-o, slogan usado na revolução.
Alguns senhores foram chamados a dar explicações por possuírem em suas casas transmissores de grande potência. Presumia-se que davam a saída de nossos navios do porto, com a rota que seguiriam. Isso porque, de madrugada, na escuridão da noite, nossos cargueiros passaram a ser torpedeados.
Sem declaração de guerra, eram postos no fundo. Quando afundaram o Baependi, que foi o 33º, que levava a carga e mais 400 passageiros, o povo pintou a cara e foi à rua, pedindo a forra. Nosso avião-patrulha localizou um submarino alemão e, ao fazer a aproximação para atacá-lo, foi alvejado.
Pôs o navio no fundo. Aí, Getúlio Vargas decretou o estado de guerra entre o Brasil e os países do Eixo. E antes que a guerra viesse para cá, nossos soldados, envergando o glorioso uniforme de Caxias, atravessaram o Atlântico e foram combater na neve e venceram as batalhas.
Seus troféus de guerreiros podem ser vistos no monumento aos mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro. Terminada a guerra, nossos caças bombardeiros sobrevoaram várias cidades italianas e lançaram panfletos falando da admiração que os brasileiros têm pelos italianos.
À tal moça, sugiro que para seu trabalho de doutorado use o título “Brasileiro em Berlim na guerra, falando português, frente à Gestapo: o que aconteceria?”. Seria considerado espião e torrado nos campos, para que fosse aproveitado o ouro dos dentes?
*Aviador
Fonte: http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2550811.xml&template=4187.dwt&edition=12549§ion=882
Fonte: A Notícia 19.06.2009, p. 10
Este conteúdo foi atualizado em: 10/07/2009 17:39:49 e acessado 511 vezes.